A agressão militar injustificada da Rússia à Ucrânia e a sua instrumentalização do fornecimento de gás originaram uma crise energética sem precedentes para a UE, que levou a um acentuado aumento dos preços da energia e infligiu inúmeras privações aos europeus em 2022.Em resposta a esta crise, a UE adotou medidas de emergência, em 2022, com vista a estabilizar os preços da energia e a assegurar o acesso ao aprovisionamento de gás durante o inverno. Numa perspetiva de futuro, a Comissão está agora a centrar os seus esforços em fazer face de forma persistente aos elevados custos de energia, que afetam tanto os cidadãos como as empresas da UE. Para o efeito, em fevereiro de 2025, a Comissão apresentou um novo plano de ação destinado a reduzir os custos da energia, a concretizar a união da energia, a atrair investimentos e a melhorar a preparação para potenciais crises energéticas. REPowerEU Em maio de 2022, a Comissão apresentou o plano REPowerEU que visa reduzir rapidamente a dependência da UE dos combustíveis fósseis russos, acelerar a transição para energias limpas e unir esforços no sentido de lograr um sistema energético mais resiliente no quadro de uma verdadeira União da Energia.Graças ao plano REPowerEU, protegemos os cidadãos e as empresas da UE contra a escassez de energia, apoiámos os esforços da Ucrânia enfraquecendo a máquina de guerra da Rússia, acelerámos a transição para energias limpas e estabilizámos os preços.Nos primeiros três anos desde o lançamento deste plano, foi possívelreduzir o consumo de gás em 13 %,superar a nossa dependência de combustíveis fósseis russos,garantir o acesso a uma energia segura e a preços acessíveis,produzir, pela primeira vez, mais eletricidade a partir de energia eólica e solar do que a partir de gás,aumentar rapidamente o número de instalações de energias renováveis e garantir as nossas reservas invernais de aprovisionamento de gás. No verão de 2022, a Comissão propôs novas regras para garantir que a Europa dispõe de um aprovisionamento de gás suficiente para resistir a eventuais perturbações súbitas provocadas pela Rússia durante os meses de inverno.Em conformidade com as novas regras de armazenamento de gás, todos os anos, até 1 de novembro, os países da UE devem garantir um aprovisionamento de 90 % das suas instalações de armazenamento de gás. No início da época de inverno de 2024-2025, o aprovisionamento das instalações de armazenamento de gás era de 95 % e o limiar de 90 % já tinha sido atingido em agosto de 2024.Além disso, os países da UE chegaram a acordo sobre um regulamento com vista a reduzir voluntariamente em 15 % a procura de gás natural na época de inverno de 2022/2023, tendo-o prorrogado posteriormente para abranger o inverno de 2023/2024. Em março de 2024, o Conselho adotou uma recomendação no sentido de continuar a adotar medidas voluntárias até março de 2025 para manter uma redução coletiva de 15 % da procura de gás, em relação à média da procura entre abril de 2017 e março de 2022.Em abril de 2022, a Comissão lançou igualmente uma Plataforma Energética da UE, a fim facilitar a cooperação dos países da UE nos mercados mundiais. O objetivo é evitar a concorrência entre os países da UE, utilizar a influência da UE para garantir fontes de energia diversificadas, incentivar a concorrência entre os principais fornecedores e oferecer melhores condições aos consumidores. As instalações de armazenamento de gás devem estar plenamente aprovisionadas antes de cada invernoa 90 % da sua capacidade até 1 de novembro de cada anoa 95 % do aprovisionamento total de gás antes do inverno de 2024-2025 Diversificação das fontes de gás e investimento em infraestruturas Para assegurar um aprovisionamento energético seguro e a preços acessíveis é essencial diversificar as vias de aprovisionamento. Nos últimos anos, a UE tem vindo a colaborar com parceiros internacionais no sentido de diversificar as suas fontes de aprovisionamento. Desde 2022, a Comissão celebrou acordos com o Egito, Israel e o Azerbaijão para exportar gás natural para a Europa. Alem disso, a UE aumentou as importações de gás natural liquefeito (GNL) proveniente da América do Norte, da Austrália, de Catar e da África Oriental e através dos gasodutos da Noruega, do Reino Unido, do Azerbaijão e do Norte de África.Graças a investimentos em terminais GNL e a interligações de gás, todos os países da UE podem agora abastecer-se de gás a partir de, pelo menos, duas fontes distintas, sendo possíveis fluxos bidirecionais entre países vizinhos. Por exemplo, em maio de 2022, a interligação de gás Polónia-Lituânia tornou-se operacional, o que veio reforçar a opcionalidade e a resiliência do mercado de gás do Báltico. Do mesmo modo, em outubro de 2022, foi lançada uma interligação de gás Grécia-Bulgária, que desempenha um papel fundamental na diversificação do aprovisionamento de gás da Europa do Sudeste. Implantação de energias renováveis Além de assegurar o acesso a fontes estrangeiras, temos de utilizar, na medida do possível, a energia doméstica. A UE já lidera a cena mundial no desenvolvimento tecnológico de energias renováveis. Em 2024, a quota de energias renováveis no consumo de energia da UE foi de 25,2 %. Com a Diretiva Energias Renováveis revista, em novembro de 2023, os países da UE chegaram a acordo sobre uma meta global em matéria de energias renováveis de, pelo menos, 42,5 % a nível da UE até 2030, com o objetivo de alcançar uma meta de, pelo menos, 45 %. Energias renováveis na UE25,2 % quota das energias renováveis no consumo de energia da UE em 202442,5 % meta global de energias renováveis a nível da UE até 2030 (com o objetivo de atingir, pelo menos, 45 %) Reduzir as faturas dos agregados familiares e das empresas europeias Em resposta à instrumentalização da energia por parte da Rússia, os países da UE chegaram a acordo, em outubro de 2022, sobre uma intervenção de emergência para reduzir as faturas de energia dos agregados familiares e das empresas europeias. Foram previstas medidas excecionais:redução da procura de eletricidade (10 % em termos globais, com uma redução obrigatória de 5 % durante as horas de maior procura)limitação das receitas (180 EUR por MWh) dos produtores de energia de baixo custo (nuclear, lenhite, energias renováveis) e redistribuição do excedente aos clientesintrodução de uma contribuição de solidariedade temporária sobre os lucros excedentários nos setores do petróleo, do gás, do carvão e da refinação, redirecionando fundos para os consumidores de energia.As medidas de emergência caducaram em 2023. Em fevereiro de 2023, os países da UE chegaram igualmente a acordo sobre um mecanismo de correção do mercado para evitar perturbações nos mercados da energia e financeiro. Em caso de necessidade, esse mecanismo teria sido automaticamente ativado:se o preço do mecanismo de transferência de títulos (TTF) para o mês seguinte excedesse 180 EUR/MWh durante três dias úteis ese o preço do TTF fosse 35 EUR superior ao preço de referência do gás natural liquefeito (GNL) nos mercados mundiais durante os mesmos três dias úteis.Embora o mecanismo tenha estado em vigor até janeiro de 2025, nunca precisou de ser acionado graças a fatores como o declínio estrutural da procura, a fiabilidade das importações de GNL e de gasodutos de parceiros de confiança e o reforço das infraestruturas de importação. Plano de Ação para Energia a Preços Acessíveis No entanto, os preços da energia na UE continuam a ser estruturalmente elevados, o que prejudica os cidadãos da UE e a competitividade da indústria da UE. Por conseguinte, em fevereiro de 2025, a Comissão propôs um Plano de Ação para Energia a Preços Acessíveis, que prevê medidas concretas a curto prazo destinadas a reduzir os custos da energia para os cidadãos, as empresas, a indústria e as comunidades em toda a UE, a concretizar a união da energia, a atrair investimentos e a assegurar a preparação para potenciais crises energéticas.Desta forma, serão possíveis poupanças globais, estimadas em 45 mil milhões de EUR em 2025, com um aumento progressivo de até 130 mil milhões de EUR por ano até 2030 e de 260 mil milhões de EUR por ano até 2040.Poupança global estimada 45 mil milhões de EUR em 2025até 130 mil milhões de EUR por ano até 2030até 260 mil milhões de EUR por ano até 2040 Ligações úteis REPowerEUPreços da energia na UE AffordabilityYou are EU Esta página foi atualizada pela última vez em 18 fevereiro 2026
Em maio de 2022, a Comissão apresentou o plano REPowerEU que visa reduzir rapidamente a dependência da UE dos combustíveis fósseis russos, acelerar a transição para energias limpas e unir esforços no sentido de lograr um sistema energético mais resiliente no quadro de uma verdadeira União da Energia.Graças ao plano REPowerEU, protegemos os cidadãos e as empresas da UE contra a escassez de energia, apoiámos os esforços da Ucrânia enfraquecendo a máquina de guerra da Rússia, acelerámos a transição para energias limpas e estabilizámos os preços.Nos primeiros três anos desde o lançamento deste plano, foi possívelreduzir o consumo de gás em 13 %,superar a nossa dependência de combustíveis fósseis russos,garantir o acesso a uma energia segura e a preços acessíveis,produzir, pela primeira vez, mais eletricidade a partir de energia eólica e solar do que a partir de gás,aumentar rapidamente o número de instalações de energias renováveis e
Para assegurar um aprovisionamento energético seguro e a preços acessíveis é essencial diversificar as vias de aprovisionamento. Nos últimos anos, a UE tem vindo a colaborar com parceiros internacionais no sentido de diversificar as suas fontes de aprovisionamento. Desde 2022, a Comissão celebrou acordos com o Egito, Israel e o Azerbaijão para exportar gás natural para a Europa. Alem disso, a UE aumentou as importações de gás natural liquefeito (GNL) proveniente da América do Norte, da Austrália, de Catar e da África Oriental e através dos gasodutos da Noruega, do Reino Unido, do Azerbaijão e do Norte de África.Graças a investimentos em terminais GNL e a interligações de gás, todos os países da UE podem agora abastecer-se de gás a partir de, pelo menos, duas fontes distintas, sendo possíveis fluxos bidirecionais entre países vizinhos. Por exemplo, em maio de 2022, a interligação de gás Polónia-Lituânia tornou-se operacional, o que veio reforçar a opcionalidade e a resiliência do mercado de gás do Báltico. Do mesmo modo, em outubro de 2022, foi lançada uma interligação de gás Grécia-Bulgária, que desempenha um papel fundamental na diversificação do aprovisionamento de gás da Europa do Sudeste.
Em resposta à instrumentalização da energia por parte da Rússia, os países da UE chegaram a acordo, em outubro de 2022, sobre uma intervenção de emergência para reduzir as faturas de energia dos agregados familiares e das empresas europeias. Foram previstas medidas excecionais:redução da procura de eletricidade (10 % em termos globais, com uma redução obrigatória de 5 % durante as horas de maior procura)limitação das receitas (180 EUR por MWh) dos produtores de energia de baixo custo (nuclear, lenhite, energias renováveis) e redistribuição do excedente aos clientesintrodução de uma contribuição de solidariedade temporária sobre os lucros excedentários nos setores do petróleo, do gás, do carvão e da refinação, redirecionando fundos para os consumidores de energia.As medidas de emergência caducaram em 2023.