Page contents Page contents Contexto A UE assenta nos direitos fundamentais, na democracia e no Estado de direito. O artigo 2.º do Tratado da União Europeia estabelece que a União é fundada «nos valores do respeito pela dignidade humana, da liberdade, da democracia, da igualdade, do Estado de direito e do respeito pelos direitos do Homem, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias. Estes valores são comuns aos Estados-Membros, numa sociedade caracterizada pelo pluralismo, a não discriminação, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a igualdade entre homens e mulheres». Estes valores estão estreitamente relacionados e orientam a ação interna e externa da UE. A ação da UE neste domínio baseia-se nos Tratados da UE e na Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que tem o mesmo valor que os Tratados. A Carta consagra os direitos fundamentais de que as pessoas usufruem na UE. Trata-se de um instrumento moderno e abrangente que protege e promove os direitos e liberdades das pessoas à luz da evolução da sociedade, do progresso social e científico e das evoluções tecnológicas. A Carta é aplicável em conjugação com os sistemas nacionais e internacionais de proteção dos direitos fundamentais, incluindo a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. O que abrange A Carta agrupa direitos e liberdades em seis títulos: dignidade liberdades igualdade solidariedade cidadania justiça A Carta tornou-se juridicamente vinculativa na UE com a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, em dezembro de 2009. Para refletir a sociedade moderna, a Carta inclui direitos fundamentais de «terceira geração», de que são exemplo: a proteção de dados garantias no domínio da bioética uma administração transparente Direitos da criança A promoção e a proteção dos direitos da criança são dois objetivos fundamentais da UE a que o Tratado de Lisboa veio dar maior destaque. Ao consagrar os direitos da criança, a Carta: reconhece que as políticas da UE que afetam direta ou indiretamente as crianças devem ser concebidas, aplicadas e monitorizadas segundo o princípio do interesse superior da criança garante o direito à proteção e aos cuidados necessários ao bem-estar das crianças reconhece a necessidade de proteger as crianças de abusos, negligência, violações dos seus direitos e situações que ponham em perigo o seu bem-estar Em consonância com a aplicação da Carta, a Comissão Europeia promove a luta contra o racismo e a xenofobia, a homofobia e a proteção das pessoas pertencentes a minorias. Convenção sobre os Direitos Humanos A Carta é coerente com a Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Quando a Carta consagra direitos que decorrem desta Convenção, o sentido e o âmbito desses direitos são iguais A Carta reforça a proteção dos direitos fundamentais, tornando-os mais visíveis e claros para os cidadãos. Em 2010, a Comissão Europeia adotou uma estratégia para acompanhar e assegurar a aplicação efetiva dos direitos e liberdades consagrados na Carta. Ligações úteis Conselho da EuropaConvenção Europeia dos Direitos Humanos