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Acordo comercial UE-EUA: restabelecer a estabilidade e a previsibilidade

A relação transatlântica: uma das principais artérias do comércio internacional

A parceria UE-EUA é a relação bilateral mais valiosa do mundo em matéria de comércio e investimento. Graças às condições acordadas no âmbito do acordo, em 2025, a Comissão garantiu aos exportadores da UE a possibilidade de manterem as suas trocas comerciais a níveis estáveis ou mesmo ligeiramente crescentes e de prosseguirem uma relação em geral equilibrada com o seu parceiro transatlântico.

  • Exportações de mercadorias da UE para os EUA
    +3.50% de aumentode 536 mil milhões de EUR para 555 mil milhões de EUR
  • Exportações de mercadorias dos EUA para a UE
    +5.40% de aumentode 338 mil milhões de EUR para 356 mil milhões de EUR
  • Excedente comercial da UE no setor das mercadorias
    mil milhões198.00de EUR
  • Excedente comercial dos EUA no setor dos serviços
    mil milhões178.00de EUR

Resultados do acordo

A UE respeitou na íntegra os principais compromissos assumidos na declaração conjunta, eliminando os direitos aduaneiros sobre as importações de produtos industriais dos EUA, e melhorou o acesso ao mercado de alguns produtos agroalimentares não sensíveis, entre os quais a lagosta e o lavagante.  

Trata-se de uma boa notícia para os consumidores e as empresas da UE, que tirarão partido de uma gama mais alargada de importações a preços mais favoráveis num contexto em que, na sua maioria, os outros parceiros comerciais da UE já usufruem destes direitos aduaneiros mais baixos. 

Os direitos aduaneiros dos EUA foram limitados a um nível máximo de 15 %. A UE aplicou ainda importantes medidas de proteção no que se refere às condições do acordo: 

  • Um mecanismo de suspensão
    que permite que a Comissão suspenda as preferências pautais da UE se os EUA não honrarem os seus compromissos
  • Um prazo específico (final de 2026)
    para que os EUA alinhem os seus direitos aduaneiros sobre produtos derivados do aço e do alumínio - que ascendem atualmente a 50 % - pelo nível máximo de 15 %, caso contrário as concessões da UE serão suspensas
  • Uma cláusula de caducidade
    nos termos da qual o acordo vigora até 2029 e será objeto de revisão em vez de vincular as partes por tempo indeterminado.

O acordo em pormenor

Limite máximo de 15 % para os direitos aduaneiros dos EUA sobre a maior parte das exportações da UE

Uma taxa global única aplicável à maioria dos setores, entre os quais os dos veículos automóveis, semicondutores, produtos farmacêuticos e madeira. Os 15 % constituem um limite máximo claro, o que significa que não há qualquer cumulação. Por seu turno, aos setores que são já objeto de direitos de 15 % ou mais ao abrigo do tratamento de nação mais favorecida (NMF) não serão aplicados quaisquer direitos suplementares.

Direitos aduaneiros nulos ou quase nulos para uma série de grupos de produtos importantes

Este regime especial de instituição exclusiva de direitos NMF aplicar-se-á a recursos naturais não disponíveis (como a cortiça), a todas as aeronaves e partes de aeronaves, a produtos farmacêuticos genéricos e respetivos ingredientes e precursores químicos. Ambas as partes acordaram em envidar esforços ambiciosos para alargar este regime a outras categorias de produtos - um objetivo fundamental para a UE.

Proteger os metais da concorrência desleal

Um esforço conjunto para proteger os setores do aço e do alumínio da concorrência desleal que cria distorções. Pretende-se dar resposta à sobrecapacidade mundial, que ameaça de igual modo as indústrias da UE e dos EUA.

Liberalizar as trocas comerciais mutuamente vantajosas dos EUA para a UE

Ajudar os importadores e consumidores da UE a poupar anualmente cerca de 5 mil milhões de EUR em direitos aduaneiros, continuando a proteger os principais pontos sensíveis da indústria e da agricultura da UE.

Reduzir os obstáculos não pautais

Colaborar no domínio das normas aplicáveis aos veículos automóveis, reduzir a burocracia nas nossas relações comerciais e de investimento e reconhecer reciprocamente os controlos dos produtos num maior número de setores industriais. 

Cooperação em matéria de segurança económica

Reforçar a resiliência da cadeia de aprovisionamento, combater as práticas não comerciais e aprofundar a cooperação em matéria de escrutínio dos investimentos e de controlo das exportações. 

Acesso a fontes de energia críticas e a fontes de aprovisionamento orientadas para o futuro

A UE tenciona adquirir aos EUA gás natural liquefeito, petróleo e produtos de energia nuclear, que contribuirão para substituir o gás e o petróleo russos no mercado da UE.

Uma plataforma para novos progressos

A declaração conjunta garantiu que a relação entre a UE e os EUA prossegue em termos previsíveis, protegendo as empresas, os trabalhadores e os consumidores de ambas as partes que dela dependem no seu dia-a-dia. 

A UE e os EUA estão agora a intensificar a cooperação numa vasta gama de domínios, em prol dos cidadãos e das empresas: 

  • Esforçando-se por encontrar novos setores que possam beneficiar de uma redução de direitos e permitir uma cooperação mais ampla.
    A UE transmitiu aos EUA uma vasta lista de produtos de exportação da UE relativamente aos quais defende a instituição de direitos aduaneiros mais baixos, no interesse de ambas as partes.
  • Intensificando uma cooperação estruturada em matérias-primas críticas
    através do Memorando de Entendimento UE-EUA sobre Minerais Críticos e do Plano de Ação para os Minerais Críticos, os quais estabelecem as bases para uma colaboração mais estreita, juntamente com outros parceiros, a fim de garantir fontes de aprovisionamento mais resilientes e diversificadas.
  • Instituindo um diálogo digital,
    a fim de promover uma boa cooperação num setor que é fundamental para o crescimento, o emprego, a inovação e o comércio transatlântico.
  • Prolongando por tempo indeterminado a trégua Airbus-Boeing,
    uma ação vivamente apoiada pela indústria de ambas as partes
  • Reforçando a cooperação no setor da energia
    para garantir um aumento das trocas comerciais e do investimento neste setor económico fundamental, contribuindo para a segurança energética da UE.

Esta página foi atualizada pela última vez em 27 julho 2026