Investir nas pessoas para uma União Europeia competitiva
A União Europeia precisa de pessoas qualificadas para responder aos novos desafios e permanecer competitiva. No entanto, à medida que evoluem as exigências profissionais, muitos trabalhadores têm dificuldade em se manter atualizados e as empresas não conseguem encontrar os talentos de que precisam. Estas lacunas em termos de competências e de mão de obra estão a prejudicar a competitividade europeia. Por esta razão, a Comissão Europeia está a avançar com a União das Competências, um plano para melhorar a qualidade da educação, da formação e da aprendizagem ao longo da vida.
Os objetivos são
- garantir níveis mais elevados de competências básicas e avançadas
- dar às pessoas oportunidades para atualizarem as suas competências e adquirirem regularmente novas competências
- facilitar o recrutamento pelas empresas em toda a UE
- atrair, desenvolver e reter os melhores talentos na Europa

Versão em texto
- um em cada cinco adultos tem dificuldade em ler e escrever
- um em cada quatro jovens de 15 anos de idade tem aproveitamento insuficiente em leitura, matemática e ciências
- quase quatro em cada cinco PME não conseguem encontrar os talentos de que necessitam
A União das Competências dotará as pessoas em toda a UE das competências de que necessitam para terem êxito na sua vida educativa e profissional. Além disso, facilitará a utilização dessas competências nos diferentes países da UE. Na medida em que corrige os desequilíbrios de género e apoia as empresas europeias a encontrar os trabalhadores de que precisam, a iniciativa tornará a UE mais competitiva e inclusiva.
Graças à melhoria da educação e das competências, e a uma economia europeia competitiva, o modelo social europeu continuará a ser viável.
Principais elementos da União das Competências
Desenvolver as competências para garantir um nível de vida e empregos de qualidade
Desenvolver as competências, a educação e a formação é essencial para gerar empregos de qualidade e melhorar as condições de vida. A União das Competências visa
- testar um programa de apoio às competências básicas, para que todos os jovens disponham de competências sólidas em leitura, matemática, ciências e na área digital
- melhorar as competências nos domínios das ciências, das tecnologias, da engenharia e da matemática (CTEM), promover carreiras nestas áreas, atrair mais mulheres e preparar as pessoas para as transições para o meio digital e as tecnologias limpas, através do plano estratégico para o ensino das CTEM
- definir uma nova estratégia da UE para o ensino e a formação profissionais (EFP), tornando-os mais atrativos, inovadores e inclusivos
Qualificação e requalificação regulares
A aprendizagem de novas competências deve ser um elemento regular da vida profissional das pessoas, permitindo-lhes acompanhar a evolução da economia e participar numa aprendizagem ao longo da vida.
A Comissão irá
- propor o alargamento da utilização de microcredenciais, enquanto soluções de aprendizagem flexíveis
- reforçar o Pacto para as Competências, para ajudar mais trabalhadores a adquirirem novas competências em setores estratégicos
- testar uma garantia de competências, que dará aos trabalhadores em risco de desemprego a oportunidade de adquirirem novas competências; em novembro de 2025, foi publicado um primeiro convite à apresentação de propostas
A UE apoiará a implementação das academias de competências da UE, que garantirão às empresas as competências necessárias para a transição ecológica e o Pacto da Indústria Limpa.
Contribuir para a livre circulação de trabalhadores
A circulação de competências em toda a UE permitirá explorar plenamente o potencial do mercado único. A União das Competências centra-se nos seguintes aspetos
- uma iniciativa sobre a portabilidade de competências facilitará a utilização das competências e qualificações em toda a UE, independentemente do local onde tenham sido adquiridas
- criar um diploma europeu, para facilitar o desenvolvimento de programas de estudo conjuntos inovadores em toda a UE
- criar um diploma europeu de EFP
- reforçar as alianças de universidades europeias e os centros de excelência profissional
- promover alianças escolares europeias para reforçar a mobilidade dos professores e alunos
Atrair, desenvolver e reter talentos
A Europa deve atrair, desenvolver e reter os melhores talentos, que são cruciais para a inovação, o crescimento e a competitividade.
A Comissão
- irá criar uma reserva de talentos da UE para recrutar candidatos a emprego de fora da UE, incluindo todos os níveis de competências, especialmente para empregos com falta de competências
- apresentou, em janeiro de 2026, uma estratégia para a política de vistos que facilita a entrada na UE de estudantes de alto nível, de trabalhadores qualificados e de investigadores
- lançou, em 2025, uma iniciativa intitulada «Escolher a Europa para a Ciência» no âmbito das Ações Marie Skłodowska-Curie para atrair e reter talentos; o próximo convite à apresentação de propostas deverá ser publicado em dezembro de 2026
Uma nova governação inovadora
A concretização da União das Competências exigirá uma governação forte. Para o efeito, a União das Competências irá
- ter o apoio de um Observatório Europeu de Informações sobre Competências
- reunir os prestadores de ensino e formação, os dirigentes empresariais e os parceiros sociais no Conselho Europeu de Alto Nível sobre Competências, que transmitirá aos decisores políticos da UE informações exaustivas sobre as competências
A Comissão propôs uma nova recomendação sobre capital humano no quadro do Semestre Europeu, o exercício anual que coordena as políticas económicas e sociais da UE, que orientará os seus Estados-Membros e os intervenientes relevantes.
Contexto
Nas orientações políticas, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, salientou a importância da educação e das competências para a competitividade da UE. Em março de 2025, a Comissão propôs a União das Competências, uma estratégia global que reforçará mutuamente a Bússola para a Competitividade, o Pacto da Indústria Limpa e a Estratégia para uma União da Preparação. Inspirada nos relatórios Draghi e Letta, tem por base o Espaço Europeu da Educação e o Espaço Europeu da Investigação.
A Comissão prosseguirá o seu diálogo com os parceiros sociais e todas as outras partes interessadas sobre o futuro do trabalho na Europa também no Fórum Europeu sobre Emprego e Direitos Sociais, a iniciativa emblemática da UE para debater os principais desafios enfrentados pela mão de obra europeia.
Esta página foi atualizada pela última vez em 4 março 2026