Page contents Page contents Três tipos de gestãoTodos os programas financiados pelo orçamento da UE são abrangidos por um dos três tipos de modalidades de execução em função da natureza do financiamento em causa:gestão direta: o financiamento da UE é gerido diretamente pela Comissão Europeiagestão partilhada: a Comissão Europeia e as autoridades nacionais gerem conjuntamente o financiamentogestão indireta: o financiamento é gerido por organizações parceiras ou por outras autoridades dentro ou fora da UEPor conseguinte, apesar de a UE disponibilizar o financiamento de um programa ou projeto específico, nem sempre está diretamente envolvida na gestão corrente. No entanto, embora os Estados-Membros sejam responsáveis pela execução da maior parte do orçamento da UE, cabe à Comissão a responsabilidade final pela sua execução.Consequentemente, a Comissão realiza controlos rigorosos e eficazes sobre a forma como os fundos da UE são gastos. O procedimento variará em função da forma como o programa é executado.Para obter financiamento para um projeto, deve começar por identificar um convite à apresentação de propostas adequado e seguir atentamente as orientações específicas associadas sobre como se candidatar. Cada convite é único! O projeto irá concorrer, para obter financiamento, com projetos apresentados por outros candidatos em resposta ao mesmo convite.Gestão diretaEm regime de gestão direta, a Comissão Europeia é diretamente responsável por todas as etapas da execução de um programa:lançamento de convites à apresentação de propostasavaliação das propostas apresentadasassinatura das convenções de subvençãoacompanhamento da execução dos projetosavaliação dos resultadosrealização dos pagamentosEstas tarefas são desempenhadas pelos serviços da Comissão, na sua sede, nas delegações da UE ou através das agências de execução da UE; não existem terceiros. Os programas executados em regime de gestão direta representam cerca de 20 % do orçamento da UE para 2021-2027.Um exemplo de um programa gerido diretamente pela Comissão é o Programa para a Competitividade das Empresas e das Pequenas e Médias Empresas (COSME), cujo principal objetivo é apoiar a criação e expansão de PME. Se um candidato for um empresário, à procura de apoio financeiro da UE, o serviço de contacto e gestão será o Conselho Europeu de Inovação e a Agência de Execução para as PME, que gere o programa COSME.Os convites à apresentação de propostas em regime de gestão direta são publicados no Portal Financiamento e ConcursosUma grande parte dos fundos da NextGenerationEU, o instrumento temporário de recuperação, será também executada em regime de gestão direta, nomeadamente o Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR) — que disponibilizará 723,8 mil milhões de EUR em empréstimos e subvenções para apoiar reformas e investimentos efetuados pelos Estados-Membros.Devido à sua natureza excecional, a execução do MRR seguirá procedimentos específicos. Os fundos serão pagos diretamente aos Estados-Membros com base nos progressos realizados na execução dos planos nacionais de recuperação e resiliência.Os planos devem dar uma resposta eficaz aos desafios identificados no Semestre Europeu, em especial nas recomendações específicas para cada país adotadas pelo Conselho. Os planos deverão também incluir medidas para fazer face aos desafios e para colher os benefícios das transições ecológica e digital.Para a aplicação do MRR pelos Estados-Membros, consultar a página do Mecanismo de Recuperação e Resiliência.Grelha de avaliação da recuperação e resiliênciaGestão partilhadaEm regime de gestão partilhada, a Comissão Europeia e as autoridades nacionais dos Estados-Membros, como os ministérios e as instituições públicas, são responsáveis pela gestão de um determinado programa. Cerca de 70 % dos programas da UE são executados desta forma.Por exemplo, se for agricultor em qualquer parte da UE e tiver um projeto para começar a cultivar tomate biológico, poderá candidatar-se a fundos ao abrigo da política agrícola comum (PAC). Para o efeito, terá de passar pelo Ministério da Agricultura do seu país, ou por uma instituição equivalente, que seria responsável pela gestão dos fundos para o seu projeto em nome da UE.As administrações dos Estados-Membros (aos níveis nacional, regional e local) escolhem os projetos a financiar e assumem a responsabilidade pela gestão corrente. Em colaboração com os Estados-Membros, a Comissão assegura que os projetos são concluídos com êxito e que os fundos são bem gastos.Consultar os portais únicos nacionais para os fundos de gestão partilhadaComo aceder ao financiamento regional da UEAutoridades de financiamento regionais e nacionaisEuroAccess: uma ferramenta de pesquisa gratuita em linha para apoiar a utilização das oportunidades de financiamento existentes para melhorar a coesão económica, social e territorial na União Europeia e nas suas macrorregiões.Fundos da política agrícola comumProgramas de desenvolvimento rural por paísEncontrar parceiros de financiamento no domínio da educaçãoOportunidades de financiamento nos domínios do emprego, dos assuntos sociais e da inclusãoO FSE+ no teu paísFundos estruturais 2014-2020Devido à sua natureza de longo prazo, a implementação de alguns projetos apoiados pelos fundos estruturais pode prolongar-se para além do período do orçamento de longo prazo. Para o QFP 2014-2020, os Estados-Membros podem ainda autorizar fundos até ao final de 2023. Para uma breve apresentação destes fundos, ver Fundos Europeus Estruturais e de Investimento 2014-2020.Gestão indiretaAlguns programas de financiamento são parcial ou totalmente executados com o apoio de certas entidades, como autoridades nacionais ou organizações internacionais. A maioria do orçamento da UE afetado à ajuda humanitária e ao desenvolvimento internacional, por exemplo, é executada em regime de gestão indireta.Os exemplos incluem o apoio financeiro para combater o surto de ébola na África Ocidental e o terramoto no Nepal em 2015. Os programas executados em regime de gestão indireta representam cerca de 10 % do orçamento total da UE.Ao abrigo desta modalidade de gestão, a Comissão delega tarefas de execução orçamental em diferentes tipos de parceiros de execução, por exemplopaíses terceiros ou organismos por estes designadosorganizações internacionais como organismos das Nações Unidas (ONU), o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI)o Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Fundo Europeu de Investimento (FEI)agências descentralizadas como o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC),a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) ou a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex)Parcerias público-privadas, incluindo empresas comuns como a Iniciativa sobre Medicamentos Inovadores, a Shift2Rail e a Computação Europeia de Alto Desempenho (EuroHPC)organismos dos Estados-Membros, tais como as agências nacionais Erasmus+, as agências de desenvolvimento dos Estados-Membros, os bancos de fomento nacionaisPara mais exemplos de parceiros de execução em regime de gestão indireta, ver O processo de candidaturaPontos de contacto do Erasmus+ Ligações úteis Antes de se candidatar: financiamento da UE para principiantesO processo de candidatura